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Manejo Florestal e Exploração de Impacto Reduzido

Como o IFT vê o manejo florestal (MF)
O Manejo Florestal (MF) é um conceito amplo, cujo significado depende dos objetivos do proprietário da floresta.
O termo não é exclusivo da exploração madeireira. Inclui uma grande variedade de atividades florestais, entre as quais o manejo de vida silvestre, reservas extrativistas, serviços florestais e ambientais bem como a recreação.
Na Amazônia, no entanto, o objetivo mais comum do MF é a produção sustentável de produtos madeireiros.
Nesse caso, o responsável pelo manejo florestal precisa observar os requisitos silviculturais que garantam volumes sustentáveis de madeira, sem ameaçar a qualidade da floresta ou sua composição/diversidade a longo prazo1.
Muito embora qualquer exploração altere a floresta de alguma forma, é óbvio que minimizar os impactos físicos constitui um primeiro passo importante para alcançar a produção sustentável.
Muitas pessoas confundem o processo administrativo encaminhado ao Ibama e que também se chama Plano de Manejo, com manejo florestal; Isto é muito comum.
Há na Amazônia atualmente muitas autorizações do Órgão Federal para manejar florestas, porém grande parte não aplica os conceitos teóricos e práticos da silvicultura tropical. Apesar de terem detalhado estes conceitos no documento encaminhado ao Ibama.
E por isso muitas vezes afirmam que estão realizando o manejo florestal, e na verdade não estão, pois não aplicam os princípios para reduzir os impactos e danos a floresta durante a exploração florestal.
Este tipo de exploração é abordada como convencional pelo IFT, uma vez que é “convencionalmente” realizada na Amazônia Brasileira.
Interpretação do IFT sobre a Exploração de Impacto Reduzido - EIR
A exploração de impacto reduzido pode ser um componente do manejo florestal.
O principal objetivo é garantir a produção sustentável de produtos florestais ao mesmo tempo em que mantém a diversidade de espécies nativas bem como processos e serviços ecológicos essenciais.
A Exploração de Impacto Reduzido procura amenizar os impactos das atividades operacionais da exploração dentro da floresta, e com isto também diminuir os danos ecológicos.
Podemos dizer que a EIR é dividida em três etapas chaves:
- fase pré-exploratória
- exploratória
- pós-exploratória
As orientações para o MF e para a EIR podem ser obtidas junto ao ITTO, a FAO, ou mesmo agências governamentais como IBAMA ou mesmo organizações não-governamentais.
Além dessas instituições, outras como o IMAZON, a EMBRAPA, e a Fundação Floresta Tropical instalaram modelos de campo no Brasil que demonstram as vantagens das práticas de MF/EIR em comparação à exploração convencional.
Uma ótima referência é o estudo feito no centro de treinamento do IFT e FFT na Fazenda Cauaxi, onde foram comparados custos e benefícios do sistema de Exploração Florestal de Impacto Reduzido - EIR com os de um sistema de Exploração Florestal Convencional - EC na Amazônia Oriental.

1 Atividades extra-floresta também podem ser lucrativas e devem ser consideradas em planos de manejo. Alguns exemplos são: o beneficiamento da madeira, o mercado da madeira e o desenvolvimento empresarial.
Maximiliano Roncoletta Eng. Florestal

Fotos tiradas pela Fundação Floresta Tropical – FFT das duas áreas que fizeram parte do estudo de caso, onde foi desenvolvido o trabalho de “Custos e Benefícios Financeiros da Exploração de Impacto Reduzido em Comparação a Exploração Convencional na Amazônia Oriental”, livro publicado no ano de 2002, pela Fundação Floresta Tropical, com reimpressão em 2004. Em ambas as áreas foi extraído o mesmo volume de madeira; 25m3/ha.
 Vista aérea de uma exploração convencional – 25m3/ha
 Vista aérea de uma exploração de impacto reduzido – 25m3/ha

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